Equilíbrio
O segredo da arte de viver está no equilíbrio. Na arquitetura complicada de montar sobre a base da vida familiar, uma torre que escalamos rumo ao sucesso profissional.
Assim como na alta gastronomia, devemos saber temperar o riso e a seriedade nas nossas relações, sem medo surpreender, evitando, assim, tornarmo-nos uma caricatura de nós mesmos.
E se na composição de um quadro é preciso misturar cores frias e quentes, luz e sombra, devemos visitar a própria alma em momentos de penumbra e comemorar com ela quando transborda de emoção.
Assim como na música, mergulhar na vida, sem esquecer que há mais do que as linhas e as pautas da partitura e perceber que além de todos os fatos e de todos os eventos, existe o brilho da existência, inexprimível e inesgotável no interior de cada um.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Coisas da vida
Há tanto tempo não escrevo. Talvez porque estivesse tão ocupada vivendo, Talvez porque simplesmenente me esqueci que gostava de escrever. Não importa. Eis-me aqui de volta. De novo e diferentemente. Não sou mais a mesma.
Hoje não pondero tanto mais. Estou menos preocupada em agradar e mais interessada em ser eu mesma. Afinal, o tempo está passando e o deslizar das horas me lembra que devo viver intensamente, sem nunca mais pedir licença por ocupar meu espaço. Quero fazer meu coração cantar. Não amanhã. Muito menos "um dia", mas Agora. Não há outro momento a ser vivido. Por isso cansei de pedir desculpas, pedir licença, pedir auxílio, pedir ... Agora, eu existo e caminho sem seguir os passos de ninguém, fazendo com meus erros e acertos a cor da minha trilha, E o que ganho com isso é a certeza de estar Viva!
domingo, 6 de janeiro de 2013
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Frases que fazem a diferença
Neste último dia de 2012, por que não apreciar a sabedoria de homens e mulheres que iluminaram o mundo?
Um pequena seleção de pensamentos de grandes almas:
“Qualquer
caminho é apenas um caminho e não constitui insulto algum - para si mesmo ou
para ou outros- abandoná-lo quando assim ordena o seu coração. Olhe cada caminho
com cuidado e atenção, tente-o tantas vezes quantas julgar necessárias... Então,
faça a si mesmo e apenas a si mesmo, uma pergunta: Possui esse caminho um
coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, esse caminho não
possui importância alguma.”
(Don Juan - Carlos Castaneda)"Quando uma pessoa vive de verdade, todos os outros também vivem. Esse é o principal imperativo da mulher sábia. Viver para que os outros também se inspirem. Viver do nosso próprio jeito vibrante para que outros aprendam conosco."
(Clarissa Pinkola Estés - A Ciranda das Mulheres Sábias)
"O que mais surpreende é o homem, pois perde a saúde para juntar
dinheiro, depois perde o dinheiro para recuperar a saúde. Vive pensando
ansiosamente no futuro, de tal forma que acaba por não viver nem o presente,
nem o futuro. Vive como se nunca fosse morrer e morre como se nunca tivesse
vivido."
(Dalai Lama)
"Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes.
Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa
escuridão, que mais nos amedronta.
Nos perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível? Na verdade, quem é você para não ser tudo isso? Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você. E, à medida em que deixamos nossa luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas a permissão para fazer o mesmo.” (Nelson Mandela)
Nos perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível? Na verdade, quem é você para não ser tudo isso? Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você. E, à medida em que deixamos nossa luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas a permissão para fazer o mesmo.” (Nelson Mandela)
“É essencial que a pessoa primeiro aprenda a
cantar plenamente sua própria canção e então, como parte de suas necessidades
humanas, encontre uma maneira de expressar sua relação com os outros, ou com a
raça humana. Só desta maneira atuamos e vivemos como um todo coerente e assim
fortalecemos e mobilizamos nossa própria capacidade de autocura.”
(Laurence Leshan)
"Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para dentro do seu coração. Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda."
(Jung)
sábado, 29 de dezembro de 2012
FINAL DE ANO
Para viver o Novo precisamos romper velhos acordos.
Não nos lembramos, mas em algum momento e lugar no passado, firmamos acordos que permanecem inegociáveis com pais, irmãos, qualquer pessoa que tenha tido maior relevância na nossa vida. Também não nos lembramos de como construimos histórias nas quais somos personagens que fazem sempre o mesmo papel. E é muito perturbador quando histórias e acordos começam a se revelar para nós.
A verdade é que para mudarmos o rumo de nossas vidas não basta declarar no dia 31 a lista de nossas boas resoluções. Para que elas se materializem deve haver uma harmonia, uma convergência entre o que é falado - e que meu ego acredita naquele momento ser verdadeiro - e meu eu profundo, meus processos inconscientes.
Se os acordos de infância, as premissas segundo as quais vivemos forem contrariadas, continuaremos a não cumprir o que dizemos desejar agora.
Felizmente, diversas linhas de terapias podem auxiliar a trilhar o caminho de volta para casa. Entre aquelas que não são tão conhecidas, cito Bert Hellinger que desenvolveu o conceito de "Constelações Familiares" segundo o qual criamos uma lealdade (inconsciente) a padrões de comportamentos existentes em nosso "clã" mesmo quando estes nos são claramente prejudiciais. Já o Xamanismo compreende as doenças físicas e psicológicas como o resultado de Energia aprisionada, o que ocorre quando nos encontramos diante de uma situação traumática.
De qualquer forma, existem meios que tornam possível resgatar pedaços de nós perdidos pelo caminho. Para tanto é preciso que esses aspectos nossos sejam reconhecidos e se tornem conhecidos.
Assim, parar fazer o Novo, para viver o Novo precisamos romper velhos acordos. Rasgar antigos contratos que preconizam comportamentos que não nos cabem mais, que dividiam o mundo e o sucesso nos agraciando com uma fatia mínima, que estipulavam que para existirmos precisávamos dos olhos dos outros.
Então, antes de fazer a tradicional lista de desejos para 2013, faça uma lista anulando todos esses acordos indesejáveis e queime.
Sinta que sua alma ganhou espaço, que agora é toda sua e assim, preecha-a com seus mais lindos sonhos. Acrescente uma simples e definita cláusula: que eles se manifestem MESMO na sua realidade.
Sejamos felizes!
RITO DE PASSAGEM
Estou sentada dentro do meu aquário vendo as nuvens passarem.
Lá fora, chove e depois faz sol. Atenta ao movimento dos
astros, me enterneço.
Sou visitada por pássaros, borboletas e até um eventual urubu.
Vêm e vão. Comigo, permanecem apenas as plantas e os animais domésticos, domésticos como
eu.
Mas abaixo de toda essa aparente calmaria existe uma selvagem
belicosa, ansiando por grandes espaços e montanhas rudes, por cachoeiras de água
gelada e animais que não se curvam ao homem. Coisa que São. Essa porção intacta
se esforça para ganhar terreno em um mundo codificado entre o bem e do mau, o
certo e o errado, o bonito e o feio... e ir além dele. A cada dia,
secretamente, eu me preparo para subir as escadas, saltar os muros e avançar. Esse
ser beligerante não pode ser contido entre quatro paredes nem em lugar nenhum. Meus
objetivos, meus projetos de ano novo? Ir Mais Longe, mais longe até do que
jamais imaginei. Reúno energia para romper com o passado e despir roupas
antigas que me impedem de respirar, as tais lealdades à tristeza, ao modesto,
ao diminuto.
Os grandes espaços me chamam. E eu, peço ao universo que me
estenda a corda e puxe. Estou agarrada a ela e pronta para começar a jornada. Agora.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Carta aberta ao Nibiru
No momento, você é uma celebridade. Aproveite enquanto é
tempo, pois pelo jeito sua fama não vai durar muito. Segundo dizem, sua
passagem vai causar uma série de desastres em escala planetária: terremotos, tsunamis,
vulcões, catástrofes de toda sorte e para todos os gostos. Confesso que não
simpatizei muito com você, mas há sempre aqueles que acham que a solução do
mundo passa pela sua destruição. Compreendo o raciocínio. Parece que é mais
fácil demolir uma casa e construir uma nova do que reformar. E a Terra parece
uma casa difícil de ser renovada...
Como não há provas concretas da sua presença, acreditar no tão
aclamado “Fim do Mundo” é uma questão de gosto, de estilo pessoal. Há aqueles
que tentam se prevenir, encontrar uma saída, um bunker, uma caverna, um meio de
sobreviver caso algo de mais grave advenha. Eu os admiro, mas faço humildemente
a pergunta: O que conseguimos controlar realmente? Conservar-se sereno,
atrelado a sua essência me parece o maior feito possível.
Os Maias dizem que estamos no “tempo do não-tempo”, entre um
era e outra. Pois eu acho que o ser
humano vive “entre tempos” desde sempre: desconectado do momento presente,
inconscientemente repetindo seu passado, desejando ou temendo um futuro que o assombra,
perdido no viés de pensamentos confusos.
A ameaça iminente, a aniquilação com data marcada pode representar
um aprendizado. Pois diante de um evento dessa magnitude a opção mesquinha e
medrosa de adiar a vida perde todo o sentido. Que tal viver o presente
integralmente? Que tal se perguntar sem mais pudores: Quando foi a última vez
que dancei e ri desvairadamente? Que sonho
posso realizar agora? Que pessoas quero encontrar, abraçar? A quem quero
expressar meu amor mais profundo? Que tipo de peso inútil (ressentimento, rancor,
mágoa...) ainda conservo? E afinal, o que estou esperando para compreender,
perdoar e viver mais leve?
Como disse o Dalai Lama: “O que mais surpreende
é o homem, pois perde a saúde para juntar dinheiro, depois perde o dinheiro
para recuperar a saúde. Vive pensando ansiosamente no futuro, de tal forma que
acaba por não viver nem o presente, nem o futuro. Vive como se nunca fosse
morrer e morre como se nunca tivesse vivido”.
Caro Nibiru, que você venha ou que não venha, na verdade, não
me importa. A lição da possibilidade da sua existência é clara. A vida é
preciosa, é um dom, e como tal merece ser saboreada, vivenciada, agradecida AGORA.
Todo resto é ilusão de mentes faladeiras.
Que você, eu e todos os seres de todos os mundos sejamos
felizes.
Cordialmente.
Marise
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